Jose Verissimo






O CORPO E A CORTINA

A cortina disfarça a luz e engana a realidade
Que tenta mostrar seu corpo na verdade
Que todos os homens querem ver no instante
Não há luz no escuro, só um amor e é bastante
 
A luz insiste em contornar seu corpo
E o medo desiste de ficar por perto
Mais tarde sem luz e sem pecado, homem e mulher
E como quem chega do nada vou ver você
 
Nesse cenário o fim é caminho certo
Onde iremos conhecer o início
Na linguagem do amor, amar o nada é tudo
Quem ama, não ama quem ama, vício
 
No corpo da mulher amada moram os mais loucos desejos
E não se explicam, não tem porquês, existem porque existem
Só os loucos tentam curar a loucura dos loucos, inútil
Para amar não é necessário saber amar, basta que ame
 
O amor é coisa natural, brota nos vasos, cresce nas paredes
O amor em si, explica-se, dorme nas águas, sobre a montanha
Dorme na cama da mulher amada, e ama nada, ama tudo
Se o amor fugir pro desconhecido, é logo ali, não desista.
 
 
 

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