Hugo Arcanjo Araujo de Oliveira






Era Pra Ser Um Bilhete...

Andei pensando que eu deveria esquecer
E fiquei chateado comigo,
Tudo por conta da última vez que desistimos de mim.
Estive em outras, mas nenhuma delas era ti.
Pensando que nunca esqueceria,
E insistir em tentar a quem não quer era uma tolice inevitável;
Então me pus ao aluguel e fui uma abelha sem mel,
Mas foram momentos fúteis que não valeram quão momentos sutis.
Mas mesmo que o corpo queira o coração não deixa,
A mente percebe, e o sentimento se queixa.
O beijo não tinha sabor – Os lábios não eram os seus;
A pele não era à sua cor – Não existia olhar no fundo do meu;
O toque não tinha arrepio nem gosto;
Não era o teu cabelo se enrolando ao meu,
Nem quando eu tocava o teu pescoço.
Palavras sinceras de carinho não existiam!...
Nenhuma era você e nem pareciam.
E nem me fizeram gritar o teu nome por engano,
Mesmo que meu peito gritasse “eu te amo”.
E a quem a mim pode se apaixonar, eu já cheguei a dizer:
“Eu não vou conseguir te amar, eu nunca a irei esquecer”.
Como posso te deixar assim tão fácil?
Sei que teu orgulho não é maior que o espaço.
Numa noite, numa tarde, numa dança... Nem em um milagre!
Elas me abraçavam, e eu sem segurança, era um réu;
Mas quando tu me abraças podem tiros cruzar os céus.
Num passado remoto perdi meu controle,
Que rasgou nossas fotos e murchou suas flores.
Eu faria de tudo pra reanimar o teu coração;
Eu soltaria o mundo pra segurar a sua mão.
Leia este bilhete dirigido e pense em voltar pra mim,
Pois enquanto tu não deitares comigo, não conseguirei dormir.
 
(Hugo Arcanjo Oliveira)

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