Edson Lopes de Oliveira






PESTE HUMANA

É com tristeza que eu vejo/
Que o mundo inteiro pirou/
Hoje, já não sei se sou humano/
Ou sei lá que bicho sou/
Matamos-nos no esporte/
Matamos-nos por amor/
O planeta, a muito/
Perdeu os dinossauros/
Somos hoje/
O temível predador/
Já não sei se paramos/
No tempo/
Ou se foi os primórdios/
Dos tempos que voltou/
Fingimos seguir os mandamentos/
Que um dia um sábio nos ensinou/
Se fosse o mestre vivo hoje/
Morreria no corredor/
De um hospital psiquiátrico/
Onde a humanidade o jogou/
Ou morreria de arrependimento/
Pela peste que criou/
Já não sei se sou humano/
Ou sei lá que bicho sou/
Ignoramos sentimentos/
Sem o mínimo de pudor/
Filhos são inimigos/
Dos pais que os criou/
Irmãos se esmurram/
Por falta de amor/
Já não sei se sou humano/
Ou sei lá que bicho sou.
 
 

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