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Matheus Alexandre Moreira Toniolo






Crepúsculo Vermelho

Tenho visto nestes dias
Um crepúsculo vermelho
Levemente manchado em tons de anil
E borrado em violeta
Divinas cores num céu tão belo
 
Será diferente do comum de antes
Ou meus olhos hoje ficam mais agraciados?
Serão novas adornas que vestem o céu
Ou fui eu quem antes, não olhei todos os lados?
 
Porém do que tanto dizem
Tanto faz o que será
O que nos faz é o que somos
O microcosmo
A alma, a mente e o coração
Em sua autenticidade única
 
Ao amanhã somente
Mantém posição e direcionado
O resto é apenas o mistério
De estradas futuras
Ainda não solucionadas
 
Eis que o crepúsculo se vai
Tornando os tempos
Criando quadros feitos de fragmentos
De sublimes pinceladas
Improvisadas por um Deus libertário 
 
Disse o sol: por hoje vou-me embora
Veja filho, já é hora
Amanhã será outrora
E nos veremos novamente.
 
Pois então é noite!
Jura a mim o céu toldado
E a lua, lanterna da escuridão
Prostra-se em monção 
A cada filho abandonado
 
E as estrelas cadenciadas
Formam as belas geometrias
De um universo sem fim
Onde só se há horizonte
Por nossa visão ser balizada
 
Mas mesmo em noite
Permanece a pintura avermelhada
Num tom bordô, como se manchado
Parecia até, que o Deus libertário
Sem querer houvesse derrubado
Um pote de tinta vermelha sobre as nuvens
 
Este ocaso quebrantado
Perpassa os motes descuidados
A transmutar-se em alvorada
Num amanhã que logo acosta
 
E nos rostos perdidos e nos plenos
Sente então correr o sangue 
Permeia em cada pensamento
Equalizando a realidade
De que estão todos em igualdade...
 
Iluminados ao dia pelo sol 
E à noite pela lua.

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