Kate Lúcia Portela de Assis






O Caracol Bisonho

Era uma vez um caracol.
Tinha fama de bonzinho,
Distribuía carinho,
Em forma de presentinho.
Tirava tudo de sua casinha:
Advinha!
Um amor de bambolê,
Para quem gosta de pavê.
Um amor de carrinho,
Para quem gosta de casadinho.
Um amor de fantoche,
Para quem gosta de brioche.
Um amor de patins,
Para quem gosta de pudins.
Mas existia outro personagem nessa história....
Se não me falha a memória,
Havia um terrível monstrinho.
Detestava carinho.
Fazia malcriação,
Jogava lixo no chão.
Xingava palavrão.
Batia no cão.
Caracol queria amizade,
Mas o monstrinho era  fina maldade.
Tinha o sorriso da Cuca.
O beijo da Medusa.
O abraço do Capitão Gancho.
O aperto de mão do Bicho Papão.
Mas o Caracol não via, não,
Pois não conhecia vilão.
Até que o monstrinho fez uma armação.
Espalhou boato,
Caracol era chato, ingrato.
Muitos acreditaram e o isolaram.
Caracol se trancou em casa, virou fumaça.
Virou cinza.
Amarelou.
Azulou.
Até que...
Em um novo dia,
Cheio de magia,
E de ousadia,
Caracol ganhou outras, outras cores:
Ficou Negrinho do Pastoreio.
Ficou Boto Cor de Rosa.
Ficou Branco de Neve.
Ficou Lanterna Verde.
Mas maduro, madurim...
Que nem fruta no pé.
Agora, sabia que existia cafuné,
E até chulé!...

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