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Kate Lúcia Portela de Assis






Sapo Sapeca

Era uma vez um sapo.
Mas não era desses sapos que viram príncipe.
Nem desses que têm chulé por não lavarem o pé.
Nem desses sapos que a gente engole para não brigar com os outros.
Ou desses que comem moscas nas lagoas.
Era um sapo sapeca.
Jogava peteca.
Comia panqueca.
Adorava boneca.
Tirava meleca, eca!
Gostava de mariola e de partida de bola.
Gostava de beijo docinho e de brincar com carrinho.
Gostava de boné e de manga no pé.
Gostava de ciranda e de rede na varanda.
Mas o sapo queria ver amigos nessa história...
Podia ser a Glória.
Ou a Vitória.
Podia ser o Hilário.
Ou o Januário.
Pena que não havia ninguém...
Nem um neném.
Só desdém.
Amigo?
Sapo sapeca só olhava pro seu umbigo.
Ninguém é perfeito.
Mas pra tudo existe um jeito.
Com carinho no peito,
Sapo sapeca aprendeu a ser doce.
Doce de abóbora para a Dora.
Doce de mamão para o Dão.
Doce de banana para a Adriana.
Doce de melancia para a Marília.
Doce de framboesa para Teresa.
E, finalmente, a história mudou...
Ganhou sabores,
E cores,
Amores!...
Amizade não é coisa de Marte,
É pura arte!...
 

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