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Amarilia Teixeira Couto






Que o tempo voe!

Que o tempo voe!

E agora, o que eu vou fazer?
Se os seus lábios ainda estão molhando os lábios meus?
E as lágrimas não secaram com o sol que fez?

E agora como posso te esquecer?
Se o teu cheiro ainda está no travesseiro?
E o teu cabelo está enrolado no meu peito (...)
(Nando Reis)



Você mentiu
E na sua mentira
vislumbrei uma verdade
Tão incontestável
Como o nascer e o pôr do sol


Percebi o quanto é frágil
O sentimento de quem não é verdadeiro
O quanto se desconhece
Quem não mergulha em sua emoção
Por inteiro
O quanto podem ferir os lábios
Que beijam macios
E mordem palavras falsas e vazias

“E agora como posso te perder?
Se o teu corpo ainda guarda o
Meu prazer?
E o meu corpo está moldado com o teu?”

Vou ficar à deriva do tempo
Vou pro cais do porto
Esperar que o navio da saudade
Traga meu amor de volta

É que ele se perdeu nas teias da mentira
Que a vida lhe ensinou a tecer
Nesse emaranhado
Toda a sua verdade virou labirinto
E tão somente o seu instinto
Viril e lindo
sobreviveu

E ele quis partir sem minha permissão
Deixei? Aceitei?
Não! Não! E Não!


Mas quem aprendeu às duras penas
Algo sobre o amor
Sabe
Que é na liberdade
Que o amor acontece
E se eterniza


Pra que um sentimento seja lindo
E seja laço
Pra que não vire nó
E torture sem dó
Os amantes
Há que deixá-lo ir
Há que se despedir
Sem querer
Há que se chegar à janela
Feito donzela namoradeira
E acenar até que dobre a esquina

“Ele assim como veio partiu não se sabe pra onde”

Agora só que quero que o tempo voe
Passe bem ligeiro
E que soberano,
Sempre senhor da razão,
desperte no meu bem a saudade
de todo o desejo ...
de toda a ternura...
de tudo...
tudo...
tudo...


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