Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha







Amarilia Teixeira Couto






Patrus está de volta!


Ando meio afastada do meu ofício de escrever, mas, em ano de eleição, não podia deixar de registrar o meu apoio ao candidato pelo qual tenho o maior respeito.
Na campanha pela sucessão presidencial, publiquei vários artigos em prol da  candidatura de Dilma. Cheguei a angariar algumas antipatias pela defesa veemente que fiz a sua pessoa, mas também encontrei quem  comungasse de minhas ideias e, alguns, mesmo discordando dos meus argumentos, o fizeram de forma bem educada.É bom que seja assim.Somos cidadãos e, por isso mesmo, não é possível se alienar politicamente.
Nas eleições presidenciais, BH se tingiu de vermelho, ficou linda.O vermelho misturado com as cores da bandeira deu um colorido alegre e primaveril à campanha. Agora, a história se repete.Só que a personagem da vez é Patrus Ananias.
Quem mora em BH há mais de trinta anos, como eu e acompanhou de perto a gestão de Patrus no període de 93 a 96, reconhece a competência e os valores éticos e morais do nobre candidato.Ouso até afirmar que a administração municipal de Belô se divide em antes e depois de Patrus.Como em várias metrópoles, o governo se direcionava apenas para determinados setores, geralmente para as regiões mais ricas da cidade.Com a chegada de Patrus à prefeitura, tudo mudou.Os projetos sociais se multiplicaram como num passe de mágica, mas ,felizmente era tudo real.As vilas e favelas passaram a ser prioridade, o projeto Abastecer, de alimentação a baixo custo, foi um sucesso absoluto.A cada lugar que tinha um sacolão acorriam pessoas de todos os lugares, até de municípios vizinhos, tal a qualidade dos alimentos e o preço imbatível. Restaurantes populares foram construídos com comida boa e uma higienização que não se via nem em lugares mais caros.lembro-me que, na época, fui com os meus alunos para conhecer um deles.Eu e meus alunos ficamos encantados.Hoje existem vários em BH, e o modelo foi copiado por outros prefeitos que também se preocupam com o social, até porque o que é bom é para ser multiplicado.
Lembro-me também que na época de Patrus como prefeito, a Educação e a Saúde estavam em greve.Estávamos aprendendo ainda a lidar com o Real, e a nossa defasagem salarial era imensa, e a do pessoal da saúde também.Tivemos com Patrus o maior índice de aumento de nossa história.Ele também foi o responsável pela implantação da Escola Plural em BH. Nesse ponto quero me alongar um pouco mais.Até hoje as pessoas colocam a Escola Plural como ônus na administração petista, não como crédito.O que é um engano enorme.Antes da Escola Plural, o sistema educacional era excludente.Cansei de ouvir de pais e até de professores que a escola não era para todos.Que muitos alunos que nada aprendiam deviam deixar a escola e abrir vaga para outros.O sistema de reprovação era perverso.Não porque a escola não devesse reprovar, mas como a coisa era feita.Vi várias vezes alunos que eram reprovados numa disciplina num ano, serem reprovados na mesma ou em outra no ano seguinte, pois nada era feito no sentido de recuperar esse aluno.Com a Escola Plural, o aluno passou a ser sujeito das ações pedagógicas.A organização da escola mudou.A seriação foi substituída por ciclos, o que significava que o aluno com dificuldades de aprendizagem (em grande número na rede pública, uma vez que a rede privada, na prática, só aceita alunos sem grandes dificuldades) teria um tempo maior para se desenvolver e acompanhar seus pares.O projeto era humanitário, ousado e caro.Além da interdisciplinaridade e intersetorialidade ( interlocução das disciplinas, trabalho coletivo dos professores e interlocução com outras instituições do município para o enriquecimento do trabalho pedagógico), a Escola Plural era de FATO para todos.Só que as pessoas não entenderam a dimensão grandiosa do projeto e não o colocaram em prática de verdade.O que ficou da Escola Plural foi: o sistema que não reprova e não ensina.Com isso a Rede Municipal perdeu um grande trunfo de melhorar a educação como um todo, haja vista que a rede particular na época arrebanhou os grandes profissionais entendidos em Escola Plural para dar assessoria aos seus professores.Que contradição! A rede pública rejeita e a rede privada se apropria de forma organizada e competente, claro.

Muito ainda poderia dizer sobre a Escola Plural, mas me alongaria demais.O que ficou do natimorto projeto ( por falta de competência dos demais prefeitos que fizeram uma economia burra) é que o professorado aprendeu a trabalhar em equipe, deixou de ver o processo pedagógico sob a ótica da aprovação/reprovação.Os educadores passaram a enxergar o seu aluno numa dimensão mais ampla, mais humana, mais cidadã.

E o que dizer das crianças e dos adolescentes que dominavam os semáforos e dormiam ao relento? Eles foram saindo das ruas pouco a pouco, passaram a participar de vários programas de ressocialização e os moradores de BH perceberam a grande diferença.
Para terminar, quero dizer que um bom prefeito não precisa de números absurdos nem de obras faraônicas para referendar o seu mandato.Ele precisa gostar do que faz, precisa ser um gestor probo, sensível e competente.Não se pode governar apenas para um setor, para uma região.Um bom administrador tem de ter um olhar que vai além, tem de governar para todos mas, sempre numa dimensão social em que os mais necessitados sejam prioridade.Dirimir as distorções sociais é a principal forma de transformar a sociedade para melhor.
Se você ainda está indeciso, caro eleitor de BH, pesquise sobre a administração de Patrus de 93 a 96 e vote no 13 para a nossa cidade voltar a ser feliz e segura.

Tempo de carregamento:0,05