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Amarilia Teixeira Couto






Quando a saudade não mais...


Te torturar e nem fazer-te quedar
Em alguns momentos
Quando a saudade não turvar
teu pensamento
E não mais te encantar com
O plenilúnio

E se deixares de buscar
Meu corpo no teu desejo
E não mais dizer meu nome
num sussurro

Se não sentires o desassossego
Te inquietar a alma
Te impulsionando a vires ao meu encontro
Pra te entregares inteiro aos meus carinhos


Se minha ausência se tornar
Comum
Insossa
Inofensiva
E não mais te provocar comichão
Por todo o corpo
Quando não me for possível desenhar
Em teu rosto um sorriso
Nem despertar o brilho
em teus olhos de menino

Se a saudade chegar a este ponto...

Mas sei que tudo isso ainda acontece
Somente em meu pensamento
quem ama vive de incertezas
Às vezes a gente se amedronta diante
Da felicidade
Se inquieta na plenitude das carícias
E o coração baldio por tanto tempo
Já não quer mais viver só


Aí as elucubrações acontecem
O medo vem e vai
E a saudade chega com todas as suas nuances
Fazendo na gente os mesmos estragos (será?)
Nos deixando o olhar espichado
Perdido na imensidão do horizonte
Esperando o barco que trará o amado
Aportar ao alcance de um doce abraço.


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