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Edinaldo Garcia






Vozes ao Vento

 Vozes ao Vento
 




Sua voz sussurra desejos subtendidos
E sob os meus ouvidos
Preces saem desalentadamente
Com zunidos de ventos de volúpia
Sedes secretas, ardor sincero
Sinto fazer cerimônias suntuosas
Rezando para que seus anseios
Sejam como os sonhos que guardo no interior de meu coração desacelerado
 
Forcejo sabendo do sentimento secreto
Não posso tê-la
Sinto ciúmes dos ventos
Ah, se eles carregassem minhas lamentações
Assoprariam vozes ternas em seus ouvidos
Sacudiria seus cabelos sedosos
Só para afagar seu rosto
Mas tenho de aceitar as surpresas desagradáveis de viver longe de seus carinhos
 
Como poderei viver assim?
Diga-me você!
Para que eu possa velar a zombaria de minha consciência
Saberei deixá-la até que seus sentimentos floresçam?
Compreenderei a ventania das varias vozes
Que dizem serem seus refúgios de desejos inocentes?
 Ah, como eu queria arrazoar as seis letras do seu nome
E mostrar que meus sentimentos são mais do que simples desejos lascivos
 
Talvez curiosos
Simples ou suaves
Mas são vultos que se perdem sobre minha voz
Que ainda busca sabedoria em meio aos ventos do amor sincero
Chamo suas razões para que arranquem soluções
Deixando nossas vidas fáceis ao julgamento de Deus
E que o sentimento de afeição faça de sua serena sabedoria um lugar de refúgio.


Edinaldo Garcia

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