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Diovane Avelino de Souza Silva






Subdesejo

Quem dera eu sentar de frente a uma cachoeira
Ouvir os livres pássaros a cantarolar as emoções naturais
Sucumbir ao aroma de frescor plúmeo e descendente do suave
Cair em profundo relaxamento ante ao que nos é coexistente e distante
Sorrir sereno em toques precisos que se expandem no inexplorado sentido
Banir os assombros cotidianos e exacerbados pelas conquistas desenfreadas
Explodir os egos que se chocam constante entre si pelo espaço da identidade
Punir o medo de escravidão da ousadia concerne à sabedoria inata e sensata
 
Quem dera tu avistares ao longe o paraíso
Conversar com o celeste com desenvoltura e seguro
Dançar consigo os diversos sons que transcendem o agora
Desmistificar o longínquo como prova de veraz inquestionável
Pisar sereno o solo formoso que massageia os pés e acalenta a alma fugidia
Soprar de perto nuvens translúcidas compostas do oculto que nos desperta
Direcionar os olhos ao que não é denso e que se apresenta límpida fluência
Gatunar soslaios do divino na busca dos segredos que movimentam o todo
 
Quem dera eles cultivarem o ciclo do prazer   
Permanecer em vigia quanto ao que nos guia e alimenta
Conter o desejo demasiado em prol do sensato e não do vexatório
Oferecer ferramentas para o desenvolvimento da sexualidade abrangente
Reter ensinamentos ausentes de malícias, alienações e dos preconceitos apologéticos
Envolver o humano numa sintonia crescente e de atributos consolidantes dos mui eus
Crescer lenta e naturalmente todos os sentires e os expressares relativos à humanidade
Gemer em sussurros ocos o excêntrico da criação e a pertença igual que nos é o mundo
 
Quem dera nós alavancarmos a era do respeito
Propor o direito como o natural que se expressa dia-a-dia
Depor movimentos de apelações sócio-inclusivas imprecisas
Compor notas e acordes sem dilemas ou ideologias separatistas
Por em evidência o mito da criação, do domínio, do medo e o da infelicidade
Expor o carismático, o sábio e o bom como alicerces que nos validem a vida
Supor o inexplicável como o que nos foge e que seu alcance é desnecessário
Repor o humano na posição que lhe fora roubado pelo místico e pelo sagrado 

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