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Luiz C. Lessa Alves






TODOS INDEFINIDOS

TODOS INDEFINIDOS
 
Há quem abrigue os sem-tetos,
Tem quem proteja os desvalidos;
Alguns dão de comer a quem tem fome,
Alguém cuida das cicatrizes.
 
Qualquer um ensina a andar,
Muitos indicam caminhos; 
Todos dizem como amar,
Ninguém fala em inimigo.
 
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Há mais ao relento do que abrigado,
Tem mais miserável do que rico;
Alguns gordos, muitos desnutridos,
Alguém ileso, outros feridos.
 
Qualquer um fica parado,
Muitos pastores perdidos;
Todos do amor nada sabem,
Ninguém, na verdade, é amigo.
 
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E assim seguem sem rumo,
Ambos alheios e sombrios;  
Somente uns poucos reconhecem  
O mundo hipócrita em que vive.
 

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