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Luiz C. Lessa Alves






EXCREMENTO ON-LINE

           EXCREMENTO ON-LINE
 
            Ontem, ao passar por uma rua aqui do meu bairro, encontrei antigo colega da faculdade. Depois de muitas e boas recordações, ele, olhando para o meio da rua de pouco movimento, me pergunta se, por ali, havia passado algum político. Ingenuamente, respondi que não sabia, e continuava, ainda, ignorando qualquer tipo de movimento planejado politicamente. A esta resposta ele ri, apontando para um monte de esterco equino, bem no centro da rua, ainda úmido e esverdeado. Diante da amostra, expliquei:
            - Se isso fosse na Zona Sul ou Barra, eu poderia desconfiar do prefeito ou do governador, mas aqui em Campo Grande... sei não; pode ter sido um vereadorzinho miliciano qualquer!
            - Nos anos 70, época da ditadura, falavam que, nos morros, bandidos traficantes secavam esse tipo de dejetos e vendiam aos viciados de pouca grana, como se fosse maconha. Lembra-se?
            - Mas quem lhe disse que esse modelo de esperteza acabou?
            - Não é possível que, nos dias de hoje, ainda haja otário para comprar fezes manipuladas, com tantas “ervas” autênticas, facilmente encontradas nas esquinas do Rio de Janeiro!
            - Agora meu amigo, com a nova tecnologia, esses produtos são vendidos on-line, e para todo o Brasil!
            - Não brinca?!
            - Ué! Por aonde você tem andado? Com logotipo e patente, Pedro Bial acabou de vender seu 12º pacote, se dizendo Big Brother Brasil!

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