carlos manuel correa da silva






O Azul Que Tanto Gostas

Trancada neste quarto infestado de baratas

Não mais recorda a última serenata

A pele como nata,branca,amarrotada,azeda

Os olhos em labareda a queimar o que antes era seda

Trancafiada e inutilizada.Condenada apenas assistir. A boca queimada a não mais sorrir

No início ela veio como anjo a me amparar, a revelar um colorido incessante a extasiar a lua levando ao ciúme da estrela cintilante

Saltitava em euforia,valsava e a maioria das feridas cicatrizavam

Ela parecia entender-me tão bem e eu a defenderia! Era minha e não contaria a ninguém

O aroma que penetrava a narina levava-me ao levitar da neblina.Sublime sensação de menina

A família alertava o quanto era ela mofina e eu,apaixonada, não acreditava

Meus amigos a me deixar,meus pais a chorar quando decidi com ela partir.Não entendia o motivo de tanto pungir.

Não importava o que as flores pensavam

Quando adoeci ela me levou ao quarto de onde imaginei nunca mais sair

Chorei,clamei por minha mãe,mas o anjo agora demônio revelava sua pujança

Desolada criança desprovida de esperança

Minha janela meus olhos( a prova de som ),meu quarto minha mente.

Foi quando enfrentei finalmente,o futuro dependia de mim somente

Adeus quarto imundo,estou indo de volta ao mundo!!!!

Seu Pai já sucumbido pela dor, abre o sorriso em seu coração,a emoção comove,seja bem-vinda ao lar meu amor

Volte a teu quarto de real colorido,o azul que tanto gostas, que aguardando ficou desde que havia partido

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