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Luiz C. Lessa Alves






A NOITE EM GRUMARI

A NOITE EM GRUMARI
 
Gosto que a noite me agasalhe com seu manto gélido!
Adoro vê-la me espiando com seus olhos mágicos!
Deixo-a que se intrometa em meus sonhos de olhos abertos,
Sentado na areia branca da praia,
Ou ali pescando nas águas morna e rasas!
 
Ainda que minha "menina" não esteja presente,
Eu aguardo sem pressa pela sua chegada!
E mesmo que ela me venha lá pelas tantas...
Triste, indolente, tímida, encabulada...
Não importa a hora nem como ela apareça;
Admiro-a de qualquer jeito,
Em qualquer uma das suas fases!
Mesmo quando me surge toda vestida,
Ocultando-me o relevo do seu belo corpo curvado,
Contento-me com a aura que emana de sua face.
 
Grumari, à noite, tem olhos extraordinários:
Apaziguadores, reconfortantes; transmitem-me paz!
A Lua psicanalista; estrelas, terapeutas,
Curam-me as dores, reconfortam minha alma!
E eu só as escuto, abraçando-as em silêncio claustro...
Calado, nada comento!
Elas são tão lindas e sábias, e eu rude, selvagem,
Como me atrever em lhesdizer algo?
 
Assim fico até a Aurora ruborizada partir,  
Obedientemente, em ver o Sedutor se aproximar.
Somente, então, percebo que o Sol já vem:
É hora do último mergulho e recolher a tralha.
Depois, aos olhos do conquistador,
Feliz e recuperado, retorno para casa.

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