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Luiz C. Lessa Alves






NOITE URBANA

NOITE URBANA
 
É noite alta,
Lá fora a cidade dorme...
E eu, aqui dentro,
Inerte como o silêncio,
Vago por vias desconhecidas.
 
Vez por outra eu paro.
Paro para deixar passar
Um bêbado, um cachorro...
 
Insetos que rastejam 
No asfalto sombrio,
Deixando nas suas pegadas
Ruídos e gritos:
Alguns alegres,
Outros tristes.
 
São pesadelos da noite, 
Em seu sono irrequieto.
 
E eu, triste como esta madrugada,
Acato seus devaneios,
Aqui, de dentro do meu quarto,
Meditando calado...
Cansado, durmo.

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