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Edson Lopes de Oliveira






Ao filho que não veio


 
Astro, horto, feto, fato,
Natimorto;
Não brincou, não correu, não pulou
 Não caiu... Sequer sorriu.
No útero materno te imaginei lindo
Não sei se menino ou menina.
Apenas imaginava chutar sua bola
Rebater sua peteca,
Ler minhas poesias em sua biblioteca
Até mesmo pentear sua boneca
Só para enciumar a mamãe
Sete ansiosos meses se passaram
Porém, em um fatídico dia de abril
Você não respirava mais
Você não chutava mais
Você não se mexia... Mais...
Meu astro partiu para sempre
Não brincou, não correu, não pulou,
Não caiu... Sequer chorou.
 

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