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Abraão Leite Sampaio.






Canastra e o Chico

 Abraão Leite Sampaio
Governador Valadares / MG

 

Canastra e o Chico



Canastra... Mãe imponente desta doce corrente.
Deste verde emaranhado, montanhoso e rochoso.
Surge miúdo, mas já com os brilhos dos grandes.
Nosso velho... Chico garboso.

Ela... mãe bela,
No arcaico Português, é o Baú...
De onde jorra o tesouro... mais rico que o ouro.

No limiar de sua apresentação...
Já o fascínio, digno de um majestoso rei.
É a Casca D’anta... diferenciando-se das outras
Pois sua queda alongada anuncia... longa caminhada.

Cai como véu silencioso
cobrindo aquela imensidão de pedra talhada
com delicadeza e carinho como se fosse
o manto branco que cobre a amada.

Cinco estados trazem a este traço incolor
constantes rimas... e versos de amor.
Umidificando... esverdeando e saciando
campos... cidades e matagais.

A dois por capricho... cede margeio,
Ciente que sua refrescante e doce água...
os abrilhantam com seu recheio.

Aproxima-se do glorioso fim...
Haverá o entrelaçar-se de paz, pois
tem a mesma cor verde azulada,
daquele onde irá desaguar.
Fazendo com que a imensidão salgada...
o reverencie como o “Doce Mar”.



Poesia publicada na Antologia de Poetas Brasileiros Contemporâneos - Vol. 86 - Fevereiro de 2012

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