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Edson Lopes de Oliveira






Enchentes

Todo ano nas chuvas de verão
É o mesmo lamento tristeza e destruição
Choram os brasileiros, as brasileiras
Choram os brasileirinhos.
Cai o barraco da esquina,
Cai o sino da igreja,
Caem lágrimas dos olhos
Dos que choram suas perdas
O poder público omisso na prevenção
Forma após, força tarefa
Para recolher corpos no chão
Como troféus são mostrados na TV
Pelo deputado, o prefeito,
O senador, o governador
Sem escrúpulos, sem pudor
Como se assim cumprissem seu papel
Afinal, a culpa, dizem eles,
São da natureza, São Pedro e papai do céu
Que não nos avisam
Em torpedos, um telefonema ou e-mail
Nem mesmo uma cartinha nos correios
Que vem ai uma tragédia anunciada.
Em mesas redondas
Comemorações regadas a um bom uísque
Que ironicamente jorra como água
Pois nesta enchente morreu menos gente
Que na enchente passada.
A reunião,
 É para arquitetar as promessas
Para a próxima chuvarada.
Antes,
 A indústria da seca
Envergonhava agente
Agora temos também
A indústria das enchentes

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