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Edson Lopes de Oliveira






Desabafo


 
No silêncio das minhas noites
Insones e frias,
Ouço apenas o ranger perturbador
Dos meus dentes onicofágicos
É nítida em minha mente
A visão de crianças famintas
Revirando na claridade de nossos olhos
Os latões de lixo das grandes avenidas.
Enquanto outros, nos calçadões,
Tentam cobrir suas carnes sem estruturas
Com jornais ditos da “cultura; ``
Meus antropofágicos e aflitos dentes
Sabem não ser farsa
O ronco que ouvimos
Nos estômagos de sarjeta. .
Chega, basta de marcar passo
No compasso da ampulheta.
 

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