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Juliana Silveira






A ESTRADA

 Eu temia a estrada
até perceber que ela fazia parte de mim.
Temia os caminhos tortuosos
As rotas que levam a nada ou ao isolamento.

Depois entendi que não há real solidão:
o que há do outro lado
é um novo encontro comigo mesma.
Não há nada a temer quanto a mim
nem quanto ao mundo.

Não há receios quanto às diferentes estradas.
Todas elas levam a algum lugar
Mesmo que este não seja o que sonhei.
E quando não é, aproveito aquilo que tenho:
faça sol ou temporal, sempre se tem alguma coisa.

As decepções não me desanimam:
na desilusão ainda posso usufruir a graça de ter sonhado. 
Mas meu caminho, em verdade, não é sonho.
É uma extensão de mim.

A cada passo, registro um pouco do que acredito 
E em cada paragem aceito as bênçãos que a vida oferece
Sem esperar demais das pessoas e nem dos acontecimentos.

Assim, no prazer de descobrir
Sem certezas e sem pressa
Em qualquer lugar, sempre estarei em casa.
Eu temia a estrada
Até compreender que ela fazia parte de mim. (Juliana Davi)

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