Edson Lopes de Oliveira






Irônica Seca

Irônica Seca  
 
 
A seca que castiga
As carcaças humanas
Que mastigam e engolem a seco
A poeira do sertão,
A seca que faz esquelético
O bravo sertanejo,
A seca que Deus não vê; ou finge,
Mas eu vejo,
A seca que seca meu torrão e fé,
A seca que derruba o gado,
A seca que devasta a plantação,
Ironicamente, é a mesma seca
Que rega os secos corações
De homens, obcecados por ágios.
Os abutres que se nutrem
Com a seca do sertão

CopyRight © Cepedê Sistemas & WebSites - Comércio eletrônico.