Juliana Silveira






POEMA DA VIDA

Não quero que interpretes meus poemas.
Quero que os mastigue
Os devore
E os leia como se fossem pedaços de ti, não de mim.

Amassa cada verbo entre os dedos
Como se as palavras fossem tuas
E, caso não as sinta como tuas
Inverta-as
Até que fiquem mais próximas do teu ser
Do teu rosto
Teus desejos
Teu suor.

Esmaga cada frase contra teu peito
Não com sofrimento, mas com vigor
Com a intensidade e a inocência
De quem se apaixona pela primeira vez.

Se não entenderes um trecho
Uma estrofe
Transforme-a, com liberdade, dentro de ti
Até que esta fique a teu gosto.

E se o poema for extenso
Não cabendo em teu coração
Não diminui os trechos
Nem corta as palavras:

Expande teu coração para que nele caiba inteiro
O poema,
a essência de sua expressão,
as emoções nele contidas
E a vida que respira através das palavras. (Juliana S. Davi)

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