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Joseh Ribas






OFÌCIO

O sem fim que guardo na alma
Crisálida que dorme a imensidão
Acorda como mariposa bêbada
De profundezas que se movem
Em constelações de labaredas

O firmamento é pouco espaço
De suportar tamanha sofregudão
Os oceanos submersos em sonho
Não sustém os navios afundados
E os temporais que componho

Podia inventar de novas galáxias
Ou sóis de planetas não conclusos
O lugar que abrigasse todo o grito
Que escapa de demorar-se mudo
E saltar pelos ecos do infinito

Mas. apascenta-me estar longe
Na serenidade de quem espera
Numa mansarda gasta de solidão
Em levar a insignificância do ser
Como a areia carrega o grão.



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