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Mauro Evaristo






Prêmio da realidade

Sou por certo o poema
(que perdeu-se no infinito),
E ao tornar-se um dilema,
Desapareceu no próprio grito!
Sou talvez aquilo que não o seja
(pelo simples fato de o ser).
Algo mais que o sonho almeja
Em meu próximo renascer!

Sou por certo, querida
(sonho, dor, felicidade).
Talvez na própria vida
Um prêmio da realidade!

Sou, quem sabe, a ilusão
(de ser o que não sou)
E creio ser por esta razão
Que sigo o rumo no qual vou!
Sou uma cantiga suave
(na ilusão de ser alguém),
O propulsor de uma nave
Perdida rumo além!

Sou, por certo, o resumo
(de um sonho sonhado a dois),
O trajeto do fumo
Na vida jogada para depois!


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