Mauro Evaristo






O poeta e menino

Quando o poeta morreu,
o menino subiu no morro e chorou.
Até hoje ninguém entendeu
este sublime gesto de amor!

Ninguém sequer viu a lágrima
beijando docemente a terra.
Todos têm olhos para outras paradas,
com climas tensos de guerra!

Quando o poeta cantava,
só o menino lhe ouvia as canções.
Creio que ali se encontravam
os sonhos e as emoções!

Quando o poeta partiu,
muitos disseram que fora tarde,
Só o menino é que sentiu
a perda de uma amizade!

Ninguém sequer percebeu
o triste aceno com a mão.
E só o menino que sofreu
feito quem perde um irmão!

No entanto, o poeta
deixou de presente ao menino
a emoção que se manifesta
a ponto de mudar um destino!

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