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erivan machado






Historia de guerra

Por muito tempo eu me calei no meu intimo não por que quis, mas sim por medo a historia que carrego na memória me assombra ate hoje, volta e meio acordo no meio da noite ensopado de suor, já, procurei psicólogos psiquiatras, mas ninguém consegue apagar aquelas malditas lembranças do passado, por isso resolvi  dividir esse peso com vocês.
O ano era 1939 segunda guerra mundial vocês devem está se perguntando como eu fui para na segunda guerra mundial, podem ter certeza de uma coisa não foi por que eu quis os oficiais saíram de casa em casa não chamando educadamente, mas sim ameaçando quem não fosse tinha que da um bom motivo como meu motivo foi péssimo tive que ir deixei para trais meus pais e nunca falei com Fabiana Mascarenhas que eu amava. Fomos levados a um acampamento lá aprendemos que estávamos fazendo tudo aquilo pelo nosso pais, eles de certo modo lavaram nossa mente com vídeos chiclete coca-cola e rock in roll tínhamos que acorda três horas da manha com um barulho infernal sobre nossos olvidos e o comandante gritando – estamos sobre ataque, os alemães estão nos atacando.  Levantávamos no escuro se chocando uns contra os outros gritando desesperado de medo enquanto do lado de fora todos os nossos supervisores assistia nosso desespero por sobrevivência – parem seus vermes, vocês são a desgraça do nosso pais, vocês merecem voltar pra casa vestidos de mulheres seus maricas filhos de bastardos, todo mundo do lado de fora agora! Berrou o comandante nós saímos envergonhados todos nós formamos uma única fila do lado de fora enquanto nosso comandante passava por cada um de nos e cuspia em nossos rostos isso acontecia todos os meses tinha dia em que nem dormíamos. Um dos nossos colegas Lone, mas conhecido como KD não agüentou a pressão isso foi no dia em que nós íamos treinar tiro no alvo já estávamos a um bom tempo treinando quando KD apontou o fuzil para o nosso comandante e disse – grita agora se você for homem, eu tenho a arma eu tenho o controle juro por Deus que eu lhe enfio uma bala no meio da testa. O comandante rio dizendo – ate que fim alguém com coragem, demorou, mas agora surgiu alguém, vamos ver se vocês vai ter... – antes de o comandante terminar KD colocou o cano do fuzil na boca e disparou o seu sangue resvalou em mim, conseguia sentir seu sangue ate na minha boca.
 
.Passamos sete meses no acampamento aprendemos tudo que tinha pra aprender ninguém comentava o caso do KD fomos proibidos de tocar no assunto. O comandante viu que já estávamos preparados então nos mandou para Alemanha fomos de avião não sei quanto tempo demorou pra chegarmos ate lá, mas me lembro de alguém toca em meu ombro e dizer – como você consegue dormir com esse barulho de bomba? Quando me dei por mim e olhei pela janela vi o sol se pondo junto com ela às ruínas de uma cidade fantasma, saltamos sobre um prédio que ficava no centro da cidade lá nos comunicamos com os nossos camaradas que estavam em uma cidade não muito longe e queria que nos fôssemos para lá, saímos do prédio onde demos de cara com nossos inimigos atiramos para matar não tivemos piedade de ninguém, parecíamos um tanque de guerra humano não parávamos por nada viramos esquinas entramos em becos invadimos casas não fazíamos refém, não vou mentir estava amando tudo aquilo. Começamos a competir quem matava mais. Tudo a quilo parecia um jogo de criança policia e ladrão por muitas vezes eu gostava de ser o ladrão, mas agora eu me pergunto sou policia por matar alemão ou só ladrão por invadir um pais que não é meu? Na medida em que íamos avançando nossos camaradas ía nós dando as coordenadas corretas. Já estava tarde e estávamos cansados chegamos perto de uma velha casa as luzes estavam acesas uma mulher saiu na porta ela tinha um maço de cigarros tirou um e acendeu é começou a cantar em alemão – uma antiga canção de amor de um cara que vai viajar e deixa a esposa sozinha em casa, ela se perfuma e sai pra encontra com outro homem. Disse Bruno nosso intérprete. Estávamos cansados querendo um lugar que não fosse ao sereno pra descansar-deve ser um prostíbulo temos que averiguar mandaremos alguns homens para lá quem vai? . Perguntou nosso comandante ninguém se propôs a ir então tiramos na sorte éramos um grupo de doze ficou seis e foram seis eles foram felizes da vida a moça que estava á fumar riu com algo que Bruno falou em seu olvido então eles entraram e fecharam à porta, acordei sendo balançado por meu camarada Willian ele berrava – olhe pra isso como isso foi acontecer? como não percebemos isso?  Ele me apontava a casa em chamas levantei as pressas, mas já era tarde de mais. Eu ainda acordo com a canção daquela mulher na minha cabeça lembrando daquela musica lembro do provérbio de Salomão que diz ‘’porque a muitos feridos derrubou; e são muitíssimos os que por causa dela foram mortos a sua casa é caminho do inferno que desce para s câmaras da morte’’. 
 
 
 

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