Diovane Avelino de Souza Silva






Outonos de um escritor

Enquanto as flores secarem em datas premeditadas
O sol sorrir intenso e o luar brilhar de madrugada
Haverá aquele frescor de acontecimentos que desencadeiam aromas
Aromática do prazer ou do surreal, sentidos aguçados
Desinibos por estímulos precisos em tempos de caos
Frenéticos e encolhidos em si mesmo, casulo da humildade

Enquanto as flores secarem em datas premeditadas
O sol sorrir intenso e o luar brilhar na madrugada
Haverá aquele esperar descontente por outras estações
Arómaticas ansiosas de amizade que é escandalizada
Inibida pelo orgulho massante dos bem-aventurados
Frenéticos e escolhidos homens de sociedade

Enquanto as flores secarem em datas premeditadas
O sol sorrir intenso e o luar brilhar na madrugada
Haverá aquele desabor que nos faz ranger os dentes
Aromáticas confusas e repletas de feminilidade
Desinibida pela nudez desenfreada e tensa
Frenéticos os olhos e os pênis que perfazem o ciclo da inocência

Enquanto as flores secarem em datas premeditadas
O sol sorrir itenso e o luar brilhar na madrugada
Haverá aquele medo de esvaziar o ego inflado
Arómatica do fracasso, prisão e humilhação
Inibido o amor a si na performance simples
Frenéticos os sonhos que não ideais de um casto homem

Enquanto as flores secarem em datas premeditadas
O sol sorrir intenso e o luar brilhar na madrugada
Haverá o sombrio corromper da identidade humana
Aromática da personalidade subjugada, possuída, obssediada
Desinibida em sua forma humana a moral disfarçada
Frenéticos os lamentos dos que clamam a ouvidos ocos

Enquanto as flores secarem em datas premeditadas
O sol sorrir intenso e o luar bilhar na madrugada
Haverá aquela sensação do amanhecer inovador
Aromática da esperança expansiva e atrevida
Inibida pela depressão ávida de espaços sólidos
Frenéticos os dergredados por não terem escolhas patrióticas

Enquanto as flores secarem em datas premeditadas
O sol sorrir intenso e o luar brilhar na madrugada
Haverá aquele pensamento que deseja fugir ao simulacro
Aromática da realidade falsificante, atraente e corrosiva
Desinibida aos poucos pelas experiências que nos sondam a vida
Frenéticos os rascunhos de um escritor insano que aguarda o outono partir

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