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Diovane Avelino de Souza Silva






Jardim das Sombras

Entre muros de arvoredos vistosos e frescor de primavera
Estou a caminhar sem rumo ou paradas premeditadas
A me orientar pelos passos de uma sombra inquieta
Que dança conforme o vento suspira e as folhas cantam
Que busca, a sombra, confortável equilíbrio constante
Ansiosa por palavras brilhantes de um calor intenso
Que questiona o existir da própria existência
Condenada a um ser de vida própria e presa a alhures
A sombra se invade na sua ausência existente
Como os acordes de uma sonata são invadidos
Pelo cantarolar dos pássaros junto às folhas
Que poetizam os segredos da subjetividade
E eu lamento não ter visto ao longo casebres
Com janelas para eu entrar e portas para observar
Se há alguém para compartilhar migalhas entre
O movimento de um tronco em sua própria inércia
E as canções que norteiam a surda sombra que se autoacalenta
Em busca de sorrisos de outras sombras que o sol deixa escapar
Entre muros de arvoredos vistosos e frescor de primavera
 

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