Eliz Gonçalves






Linha curva

Entre as duas janelas
a luz vindo de fora,
refletia a imagem dupla da tua janela

Tuas mãos postas à mesa,
escrevia um poema

Corras, que não há mais fumo em teu cinzeiro
e a fumaça tarda de esperar-te
Adiante teus passos,
que o choro da criança ao lado, não mais te surpreenderás
Leve consigo a lembrança,
que entre as duas janelas há de espiar-te o sossego e as eras dos astros.

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