Oliver Barros Xavier Januário






Poema: A tristeza da bailarina

A tristeza da bailarina

Na academia, comovido, eu a observava treinando...

Era uma bailarina muito triste em sua pálida face,

O seu reflexo na janela se refletia entre o embrace,

E com seus suaves movimentos e gestos apurando...

As lágrimas em pequeninas gotas ali se espalhava,

Uma forte dor por dentro então no coração queimava,

E isso, sim! Qualquer um assistindo logo assimilava,

De modo que simplesmente tua opaca expressão,

Lutava consigo o tal sonho... Sem permissão!

O teu embargado sentimento retornava,

E diferente dos outros! Eu sentado sozinho sabia,

Aquilo era seu drama de um forte antigo amor,

Um amor que as vezes na mente lhe sumia,

De um nobre amore bailarino cheio de vigor,

E reconhecido mundialmente era por seu esplendor,

Mas um dia viajando pela Europa não retornou,

Pois uma iminente fatalidade lhe transtornou,

Ocasionando então, sofrimento da lembrança a ela,

De uma paixão calorosa e gélida... Sobretudo, sim bela!

A prova disso é que foi deixado a mim como tesouro dela,

E de fato! Eu realmente adiante muito honrado digo:

– O homem do desenrolar eu amava também,

E digno, sim! Simplesmente, pois era alguém,

Esse alguém importante que até eu mesmo chorava,

Certamente! Ele era meu bom e inesquecível amado “pai”!

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