Izabel da Rosa Correa






Sonho insone


A noite derramada em lua
silencia o eco de um tiro.

Fere o meu ouvido
a luz tão lua,
tão bela
desenhando na janela
a violência da rua.

Nem grito
nem correria
só o temor impotente
da noite noiva da luz
visitada pela morte.
O estampido distante
dissolvido no telhado
é testemunha calada.

Eu - insone e demente -
vislumbro
um outro mundo
em que a lua
seja apenas
branca guardiã do silêncio.

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