Nina Petrino






Em Carajás

Em Carajás
 


 
Em Carajás não se ouviram os tiros

Que cantaram na rodovia de um só destino...

Sonhando com as terras roubadas

Estavam as foices dormindo

Encapuzado chegou o vento

Disparando a queima-roupa

Deixou dezenove tumbas

E a certeza de quem sempre apanha
 

Em Carajás a injustiça abriu os seus braços

Quando o sonho da foice foi enterrado

Por leis que condenam os já condenados

E purificam os verdadeiros culpados.

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