Abraão Leite Sampaio.






Vaqueiro da caatinga.


 
É um forte... com bravura e muito brio,
Muar pequeno... homem miúdo e arisco.
Agilidade de um peixe no rio,
realizando desvio, distanciando-lhe do risco.
 
 
Arbustos rasteiros, dificultando campear dos matreiros.
Filhos sofridos deste torrão ressecado,
meneiam o dificultar, como artistas em picadeiros.
Trabalho suado, neste cerrado pelo sol castigado.
 
 
Aplausos a estes peões boiadeiros.
Que ao se dedicarem a árduo trabalho
Espelham face vincada, mesmo sendo jovens vaqueiros.
 
 
Aparência de erado, diferenciado do cowboy refinado.
É da caatinga, aonde a intempérie vem lhe castigar,
Vestimenta de couro ressecado, vulto de bezerro encartado.
 
                                                         
                                              Abraão Leite Sampaio.

  Poema editado através de concurso literário no livro abaixo, patrocinado pelo  Pronac.

   5ª Antologia Poética do Beco dos Poetas.
 

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