Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha







Luiz C. Lessa Alves






O VIAJANTE E AS PÉROLAS

O VIAJANTE E AS PÉROLAS
 
- Aonde tu vai, seu moço, assim tão de pressa? Fica mais um poco!
- Não me parece tê alguém a lisperá
- Têm razão. Mas eu vou por aí à procura daquilo que nunca encontrei, nas buscas por acolá.
- Si mal eu pergunte, de onde vem?
- Foram tantos os lugares...!
- A gente quiria cuincê algum!
- Pode nos contá?
- Não vão largar seus afazeres para ouvirem histórias que nada têm de bom para mostrar!
- Queremo sim! Nóis não somo, mermo, andado!
- A gente juro como nunca saímo daqui!
- Têm certeza que querem ouvir?
- Temo, sim sinhô! Nóis três acabamo de armoçá; e até a ceia, pudemo cunverçá!
- Ótimo, então; se a esposa, aí, não se queixar!
- Foi ela quem me cuchichou o convite!...
- Ficarei, então!
- Vai ficá hospedado em nossa casa, até achá seu !
- Verdade! Nunca pensei... Só mesmo Deus para explicar!
- Ispricá o quê?
- Coisas que acontecem com a gente.
- Diga logo pra nóis dois, home! O quê!
- Tesouros que procuramos nas grandes jazidas, desperdiçando a mocidade...
- Qui tisoro, moço? Não tamo intendendo nadinha!
- O sinhô trabaia em garimpo; é?
- Amigos, empregos, por exemplo, buscamos nas grandes cidades.
- Seu moço, o sinhô fala muito bunito! Mas nem eu nem minha muiê quase não cumpriendemo nada.
- Eu quero apenas lhes dizer que foi neste humilde vilarejo que encontrei duas pérolas raras!
- Quando?
- Ao entrar neste modesto lar, somente para beber água!

Tempo de carregamento:0,04