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André Kura






Mudando sua realidade

  Mudando sua realidade
 
Kris, um adolescente de 12 anos de idade norte americano, se deliciava ao som da guitarra. Sua genialidade musical o levava a novos patamares. Kris, não precisava de muito luxo e dinheiro para ser um jovem feliz, queria apenas braços firmes e uma guitarra para compor belas melodias. Costumava nas tardes ensolaradas  reunir-se  com  sua  família  e  amigos  para  tocar trechos  de  suas  melodias.  Até  que  um  dia  voltando  de  um passeio com os seus pais, o imprevisível aconteceu. O carro em que Kris, estava juntamente com seus pais foi bruscamente atingido por um caminhão. Muitos ao verem aquela fatalidade não tinham esperança alguma de sobreviventes. Mas foram surpreendidas dias depois em saber que um garoto de 12 anos sobreviveu  àquele  terrível  acidente.  Kris,  agora enfrentava  a mais terrível sufocante solidão, uma profunda tristeza o abatia, pois, teve os seus dois bracinhos arrancados e perdido os seus amáveis pais naquele acidente. Ainda jovem com pouquíssimas experiências na ampla existência Kris, cogitou em desistir de viver, isolou-se, distanciou-se do prazer de viver. Soube que os recursos médicos seriam ineficazes levando-o a uma profunda crise depressiva. Kris foi abrigado por umas de suas tias que ao receber alto hospitalar foi presenteado pela a equipe medica com uma bela guitarra. Por um momento os seus olhos paralisaram ao contemplar sua nova guitarra dourada ativando em sua mente uns  dos  momentos  mais  ricos  de  sua  existência. Voltou  a encenar no anfiteatro de uma breve realidade passada. Lembrou dos amigos mais próximos dos lugares freqüentados e veementemente lembrou-se dos seus maiores fãs-ídolos. Então neste momento suas mais prazerosas emoções abriram espaços para as mais tristes emoções. Fintando-o todos com um tom indecifrável Kris disse: deixem-me sozinho por alguns momentos. Aos presentes naquele quarto hospitalar houve um entrelaçamento de olhares seguidos de passos voltados à porta. Kris, com uma voz abafada pelo choro falou tia você não. Sua tia  então  se  encostou  à  cama  e  pacientemente  esperou  por alguma palavra em sua direção, foi quando Kris, desesperadamente  gritou,  tia  abraça-me  fortemente,  se entregando aos braços de sua tia. Anos depois com o apoio de sua tia Kris, foi orientado por um terapeuta que deveria fazer algumas   atividades   físicas   e   mentais   para   criar   novas habilidades.  Sugeriu  que  começasse  a  buscar  dentro  de  si mesmo os recursos necessários para criar habilidades em sua mais  nova realidade.  Atendido  por  alguns  psicólogos, psiquiatras e até por psicanalistas eles foram impotentes perante ele, não puderam ajudá-lo, pois, não dependia somente deles. Era preciso que Kris agregasse a eles para que assim pudesse haver o inicio de um processo. Toda vez que entrava em uma sala para um atendimento psicológico ele programava sua mente para não revelar a ninguém os seus temores. Na verdade ele sabia que no momento em que ele se abrisse iria sofrer muito, pois quando começasse a falar dos acontecimentos do passado naturalmente sentiria dor, ou seja, era como se ele voltasse no tempo no momento exato dos acontecimentos que geraram os seus traumas. Se Kris, não acreditasse que alguém de fora também poderia  lhe ajudar  seria uma pessoas desagregada e jamais teria êxito. Com a sua mente fechada cancelava tudo que vinha de fora, não aceitava a ajuda de um profissional era difícil Kris, aceitar que quem cria seu mundo de insanidade reina sobre ele e automaticamente se torna rei de sua obra. Da mesma forma com quem cria seu reino de sanidade. Se não aceitava que estava pensando ou agindo negativamente é por que estava preso ao seu mundo limitado, crenças limitadoras, alienado.
Se um jardineiro começasse a lançar sementes das mais belas espécies de plantas e flores por todas as partes de um “jardim” elas provavelmente nasceriam, mas, logo morreriam umas sufocadas pelas outras. Enquanto o jardineiro não adquirir conhecimentos necessários de como fazer um jardim plantando cada espécie, em seu lugar apropriado deixando de lado suas verdades não o fará de forma correta. Assim, quando estamos com a mente fechada ninguém pode nos ajudar, pois os problemas inconscientes, ou seja, as emoções retidas provocam contrações musculares como uma necessidade de defesa e progressivamente  caminhamos  num  processo  de  fechamento. Aos poucos perdemos a capacidade de sorrir, de se entusiasmar com qualquer coisa, perdemos a iniciativa, o interesse sexual e até a vontade de viver. O convívio social também se reduz. E o isolamento torna-se notável. A pessoa com a mente fechada é como uma porta fechada ninguém passa por ela a não ser fragmentos de lixo que passa por debaixo dela. Quando a pessoa está num processo de fechamento, não deixa sair nada de si mesma,  não  libera as emoções negativas (raiva,  medo, ódio, tristeza, angústia, etc.) mais também não vive as emoções agradáveis do dia-a-dia. Kris, com sua mente fechada bloqueava o ódio mais também bloqueava o amor, retinha o choro e, igualmente o sorriso. O fechamento e a solidão aumentavam cada vez mais. Com o tempo Kris, confiou em alguém motivado por um axioma que diz:  só  eu  posso  mais sozinho  eu  não consigo e com seus diálogos internos percebeu que tinha energia o suficiente para prosseguir em sua trajetória mais que deveria trilhá-la por novos caminhos. Nestes momentos de avaliações às suas perguntas e respostas, visualizou um Kris, diferente. Relaxou,  e  viu  sua  vida  por  outro  anglo.  Sua  memória  aos poucos abria arquivos que somente com uma mente tranqüila pode-se conseguir. Foi então como o surgir de um relâmpago seu desejo ressurgiu. Descobrindo o que estava ao seu avesso Kris decidiu aprender a lidar com suas fragilidades, fobias, ansiedades e angústias de forma que pudesse através de eventos negativos criar ferramentas positivas para enfrentar a vida com o inevitável estresse mais com segurança em si mesmo. Não é
preciso e nem justo por nós mesmos que cheguemos a ter uma miséria de vida para que procuremos ajuda. Devemos fazer isso o quanto antes. Infelizmente há pessoas que sofrem muito até aceitar que ela não pode controlar tudo e todos a não ser a si mesma. Kris acreditou que poderia ter um novo estilo de vida. Mas para isso era preciso sair de si mesmo, para ser amado era necessário amar primeiro; para viver emoções do presente era preciso despojar-se das emoções do passado.
Não sejamos pessoas neuróticas, pois, a falta de comunicação atinge tanto o psiquismo como a parte física. De início a um novo estilo de vida aceitando que se da tua forma de pensar e agir estivesse certa não estaria passando pelo que está passando neste exato momento de sua existência. Vale lembrar que se um fechamento leva a outro fechamento uma abertura leva a outra abertura, até conseguirmo-nos libertar de todos os nossos erros cognitivos. A tabela 1 traz definições e exemplos de cada erro cognitivo.   O   processo   de   generalização   tanto   se   dá   no fechamento como na abertura.
Ao reconhecer que não conseguiria sozinho que alguém de fato poderia ajudá-lo, reconheceu ao longo de alguns atendimentos psicológicos que precisava de feedbacks mais específicos. Mas para que isso acontecesse foi preciso falar sem reservas, engajar- se a um tratamento inteiramente. Assim, viveu intensamente sua vida e foi conhecido não por ter tido grande habilidades de tocar suas guitarras com os pés mais sim por ter tido grandes habilidades para lidar com suas emoções. Era mestre em ensinar as pessoas a como  dirigir seus ofuscantes pensamentos. Kris descobriu  que  cada  pensamento  autonegativo/autodestrutivo contém a formula, perfeita para o pensamento autopositivo/autoconstrutivo.

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