dionesio prates da fonseca






COISAS DE MENINO ENVELHECIDO (DIONE GRAYS)

Amei... tanto...
nem sei quanto...
Sentimento registrado
através de palavras bonitas,
docemente proferidas.
No caderno de escola, rabiscadas,
versos inventados,
de outros copiados...
Menino apaixonado!
Por... Para quem?
Tantas!
Professora distante...
tão grande... mais de anos a quantidade.
Ou aquela da mesma idade...
paixão procurada
na mulher-menina amada.
As das revistas, das telas, adultas vizinhas...
Enfim...
Amei sim... Tanto assim...
Nem sei de mim...
Folheio velho caderno na estante guardado.
Empoeirado,
palavras garranchadas...
banais.
Rio então da inocência.
E choro,
Hoje sou homem-menino crescido
tentando no tempo voltar atrás.

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