Mauro Evaristo






Batido.

A cada mil anos você volta
para abalar minha convicção,
trazendo lembranças de uma era remota.
Pecados perdidos em outras gerações!

A cada milênio você reaparece,
com novas doutrinas nas quais não acredita
a deusa-sacerdotisa do fogo da neve,
sabedoria vã para iludir almas perdidas!

E eu ainda me pergunto por que
espero sempre por acreditar
que um dia, quem sabe, você
tenha algo novo para mostrar!

Nesses milhões de anos que virão
estou certo que você também há de vir,
trazendo a tábua da salvação,
fazendo assim talvez a minh’alma sorrir!

Enquanto isso não acontece,
eu sigo crendo que só o amor
é capaz de salvar o que se perde,
no tempo feito perfume de flor!

Agora estou tentando compor
algo que para alguém faça sentido,
pois é muito ruim quando o autor
escreve apenas para não passar batido!


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