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dionesio prates da fonseca






CRIAÇÃO POÉTICA (dione grays)

o poeta acordou no silêncio da madrugada....
Mente atardoada pelas intuições.
Levantou. Sentou.
A mão trêmula indecisa sobre o teclado frio.
- saudoso quando se debruçava sobre folhas brancas de papel.;
dedos doídos comprimiam esferográficas.
Várias cores. Arco-íris. Preta, azul, vermelha.
Vibrações datilografadas.
Agora, poesias digitadas.
No monitor iluminado emoções afloraram visualmente.
Tentou criar frases complexas...
O pensamento expresso em representações gráficas.
Versos livres que estiveram aprisionados
na essência da sua personalidade.
Recusou-se enclausurula-los em métricas, perfilados em rimas.
De onde vinham?
O transcendental materializado numa inspiração incompreendida.
Ou técnica adquirida no passar dos anos.
Vários temas: descrever sentimentos diversos;
a libido contida, raiva acumulada.
Amor procurado e não encontrado.
O cotidiano. lágrimas vertidas, problemas sociais.
Injustiças. Violência. A fé no sobrenatural.
Enalteceu a beleza feminina. Os contornos másculos.
Excitou-se ao relatar paixões arrebatadas, ato consumado.
Cópulas alucinadas, orgasmos.
Todos desejos carnais.
Falou de anjos e demônios,
O não entendimento do sentido da existência.
Tudo... e mais... muito rabiscou....
E não conseguiu  dar simples ideia de si mesmo.


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