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GERALDO DE CASTRO PEREIRA






GOTAS DE CHUVA

 
Desaba forte chuva sobre a terra,
Alagando as campinas  verdejantes.
Súbito cessa. Ao longe o gado berra.
Cantarolando, passam viajantes.
 
Um bando alegre de pardais daninhos
Voa para a floresta inabitada.
A criançada brinca nos caminhos
Andando pelas  águas da enxurrada..
 
Desabrocham as  rúbidas  boninas,
Zumbem abelhas num febril zumbir.
Gotinhas d´água, claras, cristalinas
Nas árvores balançam, a luzir.
 
Contemplo essas gotinhas cintilantes
Que parecem diamantes pequeninos
refletindo as folhinhas verdejantes
Como tênues espelhos  cristalinos.
 
E, com a bênção dessas gotas d´água
As árvores choraram de alegria.
Não mais se murcharão de tanta mágoa,
E não mais sentirão melancolia.
 
O sol das nuvens sai com mil encantos,
Como um grandioso e fúlgido farol.
E as árvores enxugam os seus prantos
Com os raios mais rútilos do sol.
 

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