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Alvaro Carvalho Dias da Silva






Um dilema social e doença sem cura

 Os quatro cantos da sociedade brasileira está em crise, ou melhor, encontra-se num colapso existencial em suas entranhas por um inimigo bastante complexo, onde, sua força destrutiva mantêm as autoridades competentes de mãos atadas diante de seu poder, num grau de impotência que deixa evidente que enfrentamos uma das maiores epidemias de história.
                São diários os noticiários informando mais vitimas, mais contaminados, o aumento progressivo dos locais específicos para seu consumo estão nas paginas de jornais de todo país. Denominada como “cracolândia”, essas comunidades florescem no coração das grandes cidades, onde, seus espinhos enraizados  na estrutura geográfica em determinados ambientes mantêm a sociedade a mercê da violência constante.
                Dentre todos os componentes do time que constitui o mundo das drogas, “o crack” com seu teor de vicio devastador vem assombrando a população, pois, o usuário quando viciado em tal substancia, encontra-se num grau de pouca relevância acerca da vida, ou seja, para o dependente nesse momento, não importa matar ou morrer, contanto que consiga uma dose a mais de seu sustento.
                Lançando um olhar no passado, o viciado, vê o rumo errado que escolheu. Olha-se para seu futuro e não o vê, apenas afigura-se uma tumba. Seu presente é consumido pelo desejo incessante de fumar. O crack torna-se senhor do seu viver, o dominador do seu “eu”. O condutor do bem e do mal, o destruidor de sua família, o aniquilador de seu bem maior. Um verdadeiro transporte para a morte.
                A violenta crise situacional e emocional do usuário de crack parece fugir-lhe toda a perspectiva de dias melhores. As ocorrências no terreno familiar e social vão sempre caminhando para maiores tragédias. A vida privada parece esvair-se entre os dedos das suas próprias mãos. Seus planos de um futuro agora não existe mais, encontra-se morto estando vivo e pronto para o que der e vier para suprir a necessidade do vício.
                O crack com seu poder avassalador de viciar em apenas uma vez de uso, o torna agente fundamental na hierarquia criminal de nosso país, pois, quando o dependente encontra-se sem dinheiro ou objetos para trocar na droga, inicia-se uma corrida alucinante em busca de mais... Sendo que, encontra-se aí numa situação de extrema complexidade para ele e, quem atravessar em seu caminho.
                Sendo assim, as autoridades de nosso país deve conscientizar-se do problema que tem a resolver o mais rápido possível, pois, a epidemia do crack já tomou dimensões quase irreversíveis, pois, a grande percentagem que nesse mundo se encontra, não tem esperanças para vidas futuras, tornando-os figurantes no mundo do crime em crescimento.

(Alvaro Dias é ex-usuário de crack e encontra-se limpo à quase três anos, porém ainda o vê como uma "doença sem cura".)


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