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Joseh Ribas






VERBO-METALURGIA

Falo do que nãosei mais esperar
Do que se perdeu entre zunidos
Desses insetos feitos de absurdos
Que voam montanhas esgarçadas
No atrito dos temporais vencidos

Falo da vida o que deveria contar
Em redor da expectação da aurora
Do que restou antes de não ser
Daquilo que relegado ao arquivo
Insiste em arder do lado de fora

Não falo é do que vai por dentro
A arranjar baralhos de esperança
Em castelos que se desmancham
Ao toque displicente que desloca
O equilíbrio frágil das lembranças

Não falo do incontido testemunho
Do aniquilamento de que me refaço
Nem dessas alquimias que arrastam
Ao cadinho que já não posso conter
De fundir palavras feitas de aço.





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