Mauro Evaristo






Geopira.

Geopira, minha alma grita
Como se fosse explodir
E meu corpo se precipita
Numa angústia de existir!

É tão estranho, geopira,
Esta dor que ainda trago em mim.
Ao mesmo tempo que a mim maravilha,
Mais me mostra que está perto o meu fim!

Geopira, parece loucura
Tanta emoção dentro do peito,
Mas é tão imensa a ternura
Que quase me deixa satisfeito!

Muitos dizem que sou louco
Por ter em mim tal emoção,
Mas é preferível a dor do sufoco
Do que viver sem paixão!

Geopira, gritarei pela vida
Esta emoção que a mim consome,
E chamar-te de querida
Dispensa que o mundo saiba teu nome!

Oh, Geopira amada,
Tanto quis em mim este amor
Que seguirei pela estrada
Na qual não haverá tal calor!

CopyRight © Cepedê Sistemas & WebSites - Comércio eletrônico.