Rogério de Souza Germani






Livre poesia


Livre poesia
 
Vício, apenas o meu viver.
 
Nem de longe sou pintor
No entanto, sorvo paisagens
Desconto em tardes brancas cores que desconhecia:
Alastro rostos e sons no caminho das almas.
 
Sou sem destino e isto é tudo:
O que preciso colho no ar e nos sonhos
Como os luzentes sinais que à noite vasculham o céu.
 
Se indagas por mulheres,
Digo-te que são muitas nuvens:
Algumas chovem, inúmeras partem
E eu também sou livre filho do tempo.
 
Vestígios, apenas o meu viver.
 
Insolúvel é este ritmo atrás da porta...
Mas, e o coração e suas janelas abertas?
 
Ainda que o mundo esteja confuso,
É preciso dinheiro e desespero
Se, lá fora, na vida
Correm juntos amor e poesia?

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