Joseh Ribas






REVOADA

O grito que não sai alma afora
Arranquei fibra a fibra do silêncio
Da palavra que não pronuncio
Mas não tem nada que me cale
Essa revoada de gonzos no vazio

O que era imenso fez-se pequeno
Perdido entre as minúcias de mim
Não cabe no grão que desce o rio
Não está nas ecostas do terreno
Nem na poeira que raspei, enfim

Ouço gritarem de um tempo gasto
As memórias do ser imaginário
Regulo meridianos no sol a pino
A medir estrelas em cálculos vários
Na rota do meu barco clandestino

Vou à deriva dos meus segredos
Espero que o silêncio ainda fale
O rugido de qual seja o balbucio
Que não tem nada que me cale
Essa revoada de gonzos no vazio.

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