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Mauro Evaristo






Amigas da dor.

Elas gostam do cheiro que exalo
E só querem a minha ruína!
Elas odeiam quando eu calo
Dentro de mim minha fúria assassina!
Elas sabem que eu as conheço
E não se envergonham do que são!
Elas veem o quanto padeço
E gozam com a minha frustração!

Elas vivem em mim pelo prazer
Que sentem buscando minha queda!
Se elas existem é pelo meu sofrer,
Gerando atrás de si as tragédias!

Elas detestam onde moro,
Pois gostam dos cheiros fétidos de bar
E têm uma enorme tesão quando choro,
Chegando mesmo cada uma a gozar!
Elas gostam do meu instinto,
Quando deveras estou a sofrer,
E acabam sempre insistindo
Para que eu ponha tudo a perder!

Elas sabem, no entanto,
Que eu sei o que nelas se passa.
E sei que vibram com o meu pranto,
Pois são elas a luxúria e a desgraça!


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