Apelido:

Senha:


Esqueci minha senha







Luiz C. Lessa Alves






RIO DE JANEIRO OU FAIXA DA GAZA

RIO DE JANEIRO OU FAIXA DA GAZA
 
O ocorrido, no Rio de Janeiro, na última semana desse mês, novembro de dois mil e dez, não causou nenhuma surpresa a quem reside aqui nesta capital, exceto àquele individuo que nunca se interessa pela administração da cidade, estado, etc.. Foi gente desse tipo que bateu palmas para os políticos que tornaram oficialmente o funk em arte.  
Quem tiver a oportunidade de ler “Pescando em Grumari”, livro de contos que escrevi entre janeiro e outubro deste ano, aprovado pela Protexto e em fase de edição nesta Casa, verá que eu já alertava, nas entrelinhas, sobre os riscos eminentes do acontecido. Não que eu seja profeta ou algo similar; longe disso estou, mas, qualquer cidadão sensato, habitante desta metrópole, além de uma década, poderia prever tudo aquilo, dada as circunstâncias; isto é, diante da passividade dos últimos prefeitos e governadores para com os bandidos e traficantes aqui estabelecidos.
Em meu novo livro, eu simulo conversas com autoridades, e ali, dentre outras coisas, eu lhes pergunto por que elas se empenham tanto, em cuidar tão bem dos covis dos malfeitores, deixando ao abandono educação, saúde e tudo mais indispensável aos cidadãos honestos e trabalhadores de todo o estado. Por trás de todo aquele zelo, há grandes interesses escusos; em “Pescando em Grumai”, isto, também, está transcrito.
Logo, toda aquela violência, por parte dos marginais, em nada me surpreendeu. Fiquei espantado, somente, com a postura, enfim, tomada pelos sínicos prefeito e governador. - também pudera! Dessa vez não surgiu nenhum outro “beco” para eles escaparem sem ser vistos, não é verdade?!
Tenho certeza que não chegaríamos aos extremos que chegamos, se eles tivessem tomado atitudes semelhantes, quando as hordas passaram a trocar tiros entre elas mesmas e a polícia; transitarem armadas pelas suas tocas, coagindo, intimidando os moradores; fechando comércios e principais rodovias e túneis urbanos, para assaltar, saquear, etc.; tais como as Linhas Vermelha e amarela; túneis Rebouças, Santa Bárbara...
Observando de casa o tiroteio, ao vivo, eu cheguei a pensar que isto aqui era Faixa de Gaza, mas sem saber quem era israelense, quem era palestino. Sabia, porém, que aqui a operação era de chumbo grosso, enquanto a de acolá, em Faixa de Gaza, foi denominada de ”Operação Chumbo Fundido”.
Agora, com a mídia divulgando os acontecimentos havidos, a culpa recai sobre a implantação das “UPPs” (Unidade de Polícia Pacificadora) naqueles redutos, engrandecendo, com isso, a administração de um governo omisso e irresoluto.
Cabe lembrar, aqui algo que minha mãe sempre alertava: “O pai é o espelho do filho; o povo, o reflexo do seu governo.”. E mais: “Se o pai não bate no filho, corre risco de mais tarde dele apanhar!”.
Lições que Paes, Sergio Cabral e o grupo defensor dos “Direitos Humanos” nunca aprenderam; mesmo com a mídia de todo o mundo soletrando todos os dias, em nossas casas, estas duas lições.    

Tempo de carregamento:0,06