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Jandira Zanchi






FIO COBRA

 Escuto, com parcimônia, o trincar
da tarde na chávena de chá
chuvisco e chuveiro de um
fresco almíscar de passos
escorridos  na laje
 
esmero-me em miúdos trocados
nódoas novenas de perdas promíscuas
passatempo bravio de detalhes
correntes e  serpentes do ser
 
sonsa de soníferos, mal acordo
vomito-me à míngua
 
minha vida me diverte
pois não lembro
minhas vias
razões e alegrias
 
 e na roca do tempo
refaço o quadro do vento
o fio cobra
cobre de fastio e fausto
 
um silêncio nadado
por léguas de insistência
verga na alma sisos e séqüitos
 
um desmaio no horizonte
de dunas amarelas
 - arejado de luz -
enquanto corpúsculos
de água e sombra
estreitam-se no fim do túnel
 
 corrida do céu
a asa ferida
consciência
conhecimento
compartimento
acomodamento
filosofia de viés
dor e encanto
entoa o cântico
os violinos dançam
ao som dos festejos
       - aleluia -
a qualquer momento
a evidência.

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