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Joseh Ribas






RABISCOS

Nem céus, nem terra passam em mim
As palavras que jogadas ao vento
Não voltam, nem querem partir
São umas palavras velhas que invento
Numa forma insistente de existir

Aquelas de tempos em tempos vão
Um breve instante na alma sobrevir
Outras esquecidas de todo serão
Nos rebordos dos barcos naufragados
Pelas borrascas severas de existir

Não contam os silêncios contidos
Ou os bilhetes escondidos no caderno
Ou as orações ditas na hora de dormir
O que conta é esse monólogo eterno
Desse solilóquio extenso de existir

Que vai a trançar mesmo sem querer
O rol de um diário que percorre dias
As horas cheias e estações por vir
E essas palavras, sejam quentes ou frias
Só escrevinham uns rabiscos de existir.

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