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Mauro Evaristo






Marabá.

O Teu Povo Aprendeu A Navegar,
O Meu Deseja Sobreviver,
O Teu A Disputar,
O Meu A Conviver!

Teu Povo Criou Armas
Tomando Por Inimigo Quem Dissesse Não,
O Meu Sabe Que Superar Os Karmas
É Garantia de Paz Neste Chão!
Teu Povo Aprendeu Com A Violência
A Tomar Tudo O Que Queria,
O Meu Aprendeu Que A Sapiência
Faz Superar Um Novo Dia!

Teu Povo Sabe Que Com Um Tiro
Pode-Se Ferir Uma Nação,
O Meu Sabe Apenas Que O Último Suspiro
Não Põe Fim A Uma Missão!

O Teu Povo Só Deseja A Guerra,
Destruir E Conquistar,
O Meu Convive Com A Terra
Entre O Céu E O Mar!
Teu Povo Dilacera O Que Tem
E Aquilo Que Pertence A Outros,
O Meu Só Deseja O Bem
Com O Que Nos Resta Que É Pouco!
Teu Povo Não Quer A Paz
Mas, Sim Seduzir, Procriar,
O Meu Já Não Tem Como Voltar Atrás
Precisa Apenas Continuar!

Teu Povo Destrói A Vida
E Corre Atrás De Outras,
Planta Parasitas Nas Margaridas
E Suga Outros Povos Com Fúria Louca!

Teu Povo Faz A Agonia
Surgir, Brotar Do Chão,
O Meu Só Quer A Poesia
Brotando Na Palma Da Mão!
Teu Povo Construiu Canhões
Gerando Agonia E Dor,
O Meu Só Quer Canções
Carinho, Doçura E Flor!

Teu Povo Fez A Espada
E Inventou O Desespero,
O Meu Só Fez Da Palavra
O Bálsamo Contra O Medo!

Teu Povo É Igual A Tu
Que Destrói Sem Conhecer
Sem Verem Que Sob O Céu Azul
Também Precisam Sobreviver!
Teu Povo Varou O Espaço
A Procura De Conhecimentos,
Porém, Perdeu-Se Nos Próprios Passos
Sem Paz E Contentamento!
Meu Povo Não Quer Devastar
Nem Tampouco Transgredir,
Meu Povo, Marabá,
Quer Apenas Prosseguir!


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